O DIÁRIO DE ANNE FRANK: os registros de uma garota judia que foi vítima do Holocausto Nazista


QUEM FOI ANNE FRANK 

Anne Frank era uma menina judia que juntamente com a família e amigos foi forçada a se esconder em um esconderijo para fugir do massacre cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1942-1945). Era uma jovem inteligente e muito sarcástica, cheia de sonhos e expectativas.

Ganhou um diário de presente que chamava-o carinhosamente de "Kitty" e nele registrava o dia a dia da família e dos amigos no "anexo secreto", o esconderijo que ficava nos fundos de uma casa em Amsterdã na Holanda. Atualmente o local foi transformado em um museu com fotos e outros pertences de Anne Frank e sua família, preservando a sua memória.  

Seu diário era como se fosse a sua fiel e confidente amiga em que registrava as suas angústias e medos causados pela intensa guerra, as vivências com outras pessoas que não eram da sua família, os desafios diários como o racionamento de alimentos devido à escassez, o silêncio que deveriam fazer para não serem descobertos, os conflitos contantes entre os integrantes do anexo e, sobretudo, os seus sentimentos com relação ao Peter.  

Anne com o tempo de convivência despertou um sentimento de paixão pelo o amigo Peter, afinal já era uma adolescente e estava descobrindo seu corpo, seus desejos e compreendendo melhor os seus sentimentos. 


QUEM VIVIA NO ESCONDERIJO

No anexo conviviam Anne, a sua irmã Margot, sua mãe Edith, seu pai Otto Frank, a família Van Pels que no livro era descrita como Van Daan (Peter e seus pais) e o dentista Fritz Pfeffer que era descrito como Dussel. 

Peter e Anne eram melhores amigos e trocavam confidências, além de se apaixonarem e viverem um amor adolescente. Anne tinha uma boa relação com o pai, porém com a mãe mantinha uma relação mais conflituosa. 


COMO ERA A ROTINA E O DIA A DIA DO GRUPO 

Os membros do anexo secreto tinham uma alimentação geralmente baseada em batatas, frutas e legumes, pães, feijão e outros alimentos em conserva. 

Dormiam tarde da noite, pois era o horário que não tinha movimentação de pessoas na loja abaixo do esconderijo e nas ruas próximas, o que reduzia os riscos de serem descobertos. 

Acompanhavam no rádio as notícias diárias sobre os desdobramentos da guerra, além dos jornais impressos. 

Os dias eram marcados pela monotonia, pelo estresse e pela tensão dos bombardeios que eram contantes. Para se entreterem costumavam ler com frequência e a escrita era o principal lazer de Anne. 

Tinham que fazer o máximo de silêncio possível durante o dia, evitando barulhos como andar de salto, arrastar móveis e cadeiras e dar descargas, pois qualquer barulho poderia chamar atenção. 

Os alimentos eram supridos por ajudantes bem feitores que conseguiam no mercado clandestino, comumente chamado de "mercado negro". 

O DESFECHO TRÁGICO

Em 1° de agosto de 1944 Anne registrou sua última anotação em seu diário. A polícia nazista (Gestapo) descobriu o esconderijo em 4 de agosto de 1944 após uma denúncia anônima e todos os oito escondidos foram presos. 

Anne e todos os judeus do anexo foram levados para Auschwitz, o maior campo de concentração e extermínio em massa criado pelos nazistas.

Já em outubro de 1944 Anne e sua irmã foram transferidas para o campo de concentração Bergen-Belsen, na Alemanha, onde morreram de tifo em 1945 semanas antes da libertação pelos britânicos. Foram jogadas em valas comuns como indigentes. 

Peter morreu na exaustiva marcha do campo de Auschwitz para Mauthausen. Seu pai morreu na câmara de gás e não há registro de como a sua mãe faleceu. 

Dussel faleceu no campo de concentração de Neurengamme. 

Edith, a mãe de Anne, faleceu no campo Auschwitz. O seu pai Otto foi o único sobrevivente do anexo. 

A bem feitora Miep, que ajudava os escondidos, guardou o Diário de Anne e posteriormente o entregou para Otto que o publicou em forma de livro atendendo ao desejo da filha de ser escritora. O livro se tornou um clássico mundial e até hoje é inspiração para filmes, documentários, peças de teatros e musicais que escancaram os horrores do holocausto nazista. 


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